domingo, 6 de dezembro de 2009



Alunos da Escola Municipal Tasso Fragosso realizando atividades propostas a partir do Projeto
Além das Linhas: Gêneros textuais e valores humanos
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Projeto: Além das linhas: Gêneros textuais e valores humanos

Escola: Escola Municipal Tasso Fragoso

O projeto possibilitou o desenvolvimento da leitura e escrita a partir de gêneros textuais diversos que traziam, implícitos ou explícitos, valores essenciais aos seres humanos.

RELATOS DAS EXPERIÊNCIAS COM O PROJETO DO GESTAR II
ALÉM DAS LINHAS: GÊNEROS TEXTUAIS E VALORES HUMANOS
Muitos foram os esforços e dedicação dos alunos, principalmente da minha turma de referência, para a realização desta primeira etapa do projeto.

As atividades eram intercaladas entre pesquisa, leitura, reflexão, produção, trabalho de campo e atividades práticas, graças à dedicação dos alunos foi possível realizar esta etapa com sucesso.

Hoje posso relatar que estou satisfeita com o resultado, pois consegui com esse Projeto levantar a autoestima dos alunos, principalmente daqueles que nada desenvolviam em sala de aula, mas todos se entusiasmaram e foram em busca de resultados positivos.
Professora Cursista Beatriz
Projeto de Intervenção Pedagógica Língua Portuguesa

Escola Municipal Dona Amélia Pacheco

Título do Projeto: Dificuldades na Leitura e Produção de Texto

Concepção do Projeto

Este projeto teve como finalidade amenizar as dificuldades do aluno em relação à aprendizagem.

O projeto objetivou diminuir as dificuldades encontradas pelos alunos do 6° ao 9º anos do Ensino Fundamental em leitura, produção de texto e dificuldades na ortografia, que são um problema comum encontrado entre os alunos do Ensino Fundamental. Surge com isso a necessidade de trabalhar variedades de textos, incluindo os gêneros textuais relacionados ao convívio do aluno.
Sendo assim, o objetivo deste trabalho se baseia no estímulo à leitura e ao desenvolvimento do potencial criativo e crítico do aluno, como ainda desenvolver as habilidades de ouvir, falar, ler, interpretar, escrever e criar soluções para determinado assunto. Para isso, utilizaremos variados tipos de textos e os gêneros textuais.
Esperamos, dessa forma, que os alunos interpretem textos verbais e visuais, opinem sobre o assunto a ser abordado, reconhecendo os erros ortográficos que surgirem e que se sintam satisfeitos em desenvolver os trabalhos.

Resumo do Projeto

Analisando o desempenho geral dos alunos nas disciplinas, verificou-se a existência de defasagem em relação ao conhecimento. Diante disso, tornou-se necessário desenvolver um trabalho dinâmico e pedagógico visando melhorar o desempenho dos alunos. Nessa perspectiva é que o trabalho com o Projeto veio representar uma nova estratégia como forma de organizar conhecimentos, priorizando a leitura e produção de textos.
Professora Léia e seus alunos da Escola Municipal Dona Amélia Pachego
realizando atividades dentro do projeto "dificuldades na leitura e na produção de texto."
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LER PARA COMPREENDER, BUSCAR PARA CONHECER

PROBLEMATIZAÇÃO
Através do diagnóstico efetuado por meio da avaliação de entrada elaborada pelo MEC/Gestar II, aplicada na turma referência, percebeu-se a necessidade do domínio das práticas discursivas orais e escritas, pois os alunos encontram dificuldades em ler e escrever, além de não conseguir estabelecer relações entre informações de diferentes fontes ou que necessitem de interferências.

PÚBLICO-ALVO
O projeto foi direcionado à turma do 6° ano, do turno vespertino, composta de 24 alunos da Escola Estadual da Vila Florentina.

JUSTIFICATIVA
O projeto Ler para Compreender, Buscar para Conhecer tem por objetivo diminuir a defasagem de aprendizagem dos alunos do 6° ano, em práticas de leitura e escrita. O público-alvo são os alunos com muitas deficiências de leitura e aprendizagem, pois apresentam comportamento bastante ativo, comprometendo o ambiente de aprendizagem pela falta de hábitos de higiene e educação, muitos têm uma noção deturpada de seus direitos e ignoram seus deveres. A escola encontra dificuldade para estabelecer limites e regras, pois acaba atraindo incompreensão dos pais com relação à escola.
Os alunos, em boa parte, são oriundos dos assentamentos que se localizam no entorno da Vila Florentina e seus pais são trabalhadores, produtores rurais ou diaristas em fazendas circunvizinhas. Os filhos não contam com a presença dos pais durante boa parte do dia, por isso andam sem compromisso e com toda a autonomia indevida para a idade deles. Por não terem o acompanhamento dos pais, não fazem deveres escolares em casa, não se preocupam em ler, não assumem nenhuma responsabilidade com o estudo das matérias vistas na escola.
A escola é apenas uma extensão da casa, onde procuram divertimento, não o conhecimento, buscam alimentos, não crescimento. Acabamos com muitos problemas em mãos e poucos recursos para propor solução. Os pais não têm noção do quanto a independência indevida de seus filhos é imprópria e acabam apoiando-os e não estabelecendo limites, que os ajudariam a crescer equilibrados emocionalmente.
Cássia Cardoso Lima dos Santos



Alunos em sala de aula desenvolvendo atividades do projeto
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Alunos em momentos de estudo
conhecendo a vida e a obra de Vinícius
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Culminância do projeto: Vinícius, Voz e Violão
da esquerda para direita
Professora Formadora, Cursista, Coordenadora Pedagógica, Secretária de Educação
Diretora da Escola, Supervisora Pedagógica
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Projeto: Vinícius, Voz e Violão
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Culminância do projeto: Valores, Voz e Violão
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PROJETO: VINÍCIUS, VOZ E VIOLÃO






PROJETO: VINÍCIUS, VOZ E VIOLÃO







Escola Municipal Adélia Antônia de Almeida Seixas




C O N V I T E
A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.
Vinícius de Moraes


A Escola Adélia Antônia de Almeida Seixas tem o prazer de convidar você para compartilhar de um grande e inesquecível encontro e viver momentos de intensa música e poesia.
O evento será no Clube Recreativo, no dia 13 de novembro, às 19 horas e é parte integrante do programa GESTAR e do Projeto “Vinícius, Voz e Violão”, cujo objetivo é resgatar o texto poético que constitui uma excelente forma de preparação para aprendizagem da leitura e da escrita.

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PROJETO: VINÍCIUS, VOZ E VIOLÃO

"O projeto de escola não começa de uma só vez, não nasce pronto. É, muitas vezes, o ponto de chegada de um processo que se inicia com um pequeno grupo de professores, com algumas propostas bem simples, e que se amplia, ganhando corpo e consistência". (Raízes e Asas – P. 4)


O Projeto Vinícius, Voz e Violão realizado pelos professores de Literatura e Língua Portuguesa com os alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Adélia Antônia de Almeida Seixas, nasceu da necessidade de se trabalhar o texto poético, tanto na análise quanto no estudo da vida do autor.
Pretendeu-se que os alunos percebessem que a literatura os estimulassem a crescer individualmente e coletivamente, através da leitura do pensamento e do fazer poeticamente.
Acreditamos e defendemos, como afirma Emília Ferreira, "que se aprende em interação com os outros, a riqueza de todos numa turma de alunos não é só aceitável, mas desejável desde que os mesmos deem-se conta de entender mutuamente, isto é, de acompanhar suas hipóteses e raciocínios". O trabalho com a literatura nos dá o privilégio de trabalhar o texto poético nos permitindo sentir a emoções, o encantamento do "eu" através da leitura, do pensamento e o fazer poeticamente.
E nada melhor do que as obras de Vinícius de Morais para despertar esse interesse, ele que lutou pela nossa cultura e que com a inteligência que lhe foi destinada escreveu poemas, músicas e com imensa facilidade sabia expressar seus escritos.



AVALIAÇÃO

CONCLUSÃO E RESULTADOS RELEVANTES OBTIDOS

O projeto alcançou um resultado além das nossas expectativas no sentido de que provocou a sensibilização dos alunos, que demonstraram estar mais interessados e motivados para ler, declamar interpretar e produzir poesias.
Nesse trabalho, os alunos puderam expressar emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades através das diferentes linguagens: a corporal, musical, a poética, a plástica, etc.
No decorrer do projeto, os resultados foram se evidenciando no envolvimento e no entusiasmo demonstrados pelos alunos, no progresso verificado na percepção e na assimilação da linguagem poética.
Edinília Nascimento Cruz – Formadora e professora participante do Projeto







Festival da Canção
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projeto: valores, voz e violão

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Convite

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NOSSOS PROJETOS


Escola Municipal Tasso Fragoso

Gêneros Textuais e Valores Humanos

Série: 6º ano
Cursistas:
Amerindo Bezerra da Silva Oliveira
Beatriz Gonçalves da Silva

Escola Estadual da Vila Florentina

Ler para Compreender, buscar para conhecer
Cursista:
Cássia Cardoso Lima dos Santos
Escola Municipal Noeme Sales Nascimento

Entre Versos / Ler por prazer

Séries: 6º e 8º anos
Cursistas:
Cláudia Moreira Lisboa
Eliane Dionísia Moura
Maria José Dourado de Souza
Merielle de Souza Teixeira

Escola Estadual Professor Josefino Barbosa

Valores, Voz e Violão

Série: 8º ano e 9º anos
Cursistas:
Érica de Souza Freitas Macedo
Luciene Queiroz Lima
Elza Pires de França

Escola Municipal Adélia Antônia de Almeida Seixas

Vinícius, Voz e Violão

Série: 6º, 7º , 8º e 9º anos
Cursistas:
Elza Pires de França
Isabel Cristina Dias Romualdo
João Andrade Filho
Josenice Bonfim dos Santos
Maria da Conceição Duque

Escola Estadual do Fabião

Vinícius, Voz e Violão
Suely Pereira Alves

Escola Municipal Carmem Maria Nogueira
Leitura: Fluência e Compreensão

Série: 6º ano
Cursistas:
Juliana Ferreira Medrado Monteiro
Zoraide Pereira Mota

Escola Municipal Dona Amélia Pacheco

Dificuldades na leitura e produção de texto

Série: 6º e 9º anos
Cursistas:
Vanderléia Campos de Souza
Zélia Farias de Souza


PROJETO: VALORES, VOZ E VIOLÃO




ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOSEFINO BARBOSA
PROJETO
VALORES, VOZ E VIOLÃO
Cursistas:
Érica de Souza Freitas Macedo
Luciene Queiroz Lima
Elza Pires de França



PROBLEMATIZAÇÃO
Os valores humanos são fundamentos morais e espirituais da consciência humana. Todos os seres humanos podem e devem tomar conhecimento dos valores a eles inerentes. Muitas das causas que afligem a humanidade estão na negação destes valores como suporte e inspiração para o desenvolvimento integral do potencial individual e consequentemente do social.



No dia 06 de novembro, realizou-se na Escola Estadual Professor Josefino Barbosa o Festival da Canção. Organizado pelos professores de Língua Portuguesa, sob a coordenação da professora Edinília Nascimento Cruz, este festival é parte integrante do programa GESTAR e do Projeto “Valores, Voz e Violão” que buscou reafirmar que a música sempre deverá estar presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e reflexão sobre os valores e a vida.

O Projeto “Valores, voz e violão” exibe uma proposta de trabalho com o gênero textual “canção” para o desenvolvimento das capacidades de leitura, na medida em que esta tem papel social importantíssimo na formação do ser humano. Traz como meta primordial dar aos educandos o poder de experimentar o inusitado, de ver o cotidiano com os olhos da imaginação.

Partindo do pressuposto de que a linguagem é atividade interativa em que nos constituímos como sujeitos sociais, preparar para a vida significa formar leitores/autores e interlocutores capazes de usar a linguagem nos mais diversos contextos sociais e principalmente cultivar os valores imprescindíveis à vida.

O Projeto foi trabalhado ao longo de todo o ano letivo de forma efetiva e enfática, propiciando aos alunos criação de canções abordando a temática “valores”, refletindo emoções que foram espontaneamente expressas em música. Todas as canções foram inéditas, de autoria dos próprios alunos. Foram apresentadas 18 músicas e contou com a participação de um público expressivo que prestigiou os novos talentos da música em nossa cidade. O festival contou também com um conceituado corpo de jurados composto por Carlito Costa, Darci Godoi, Rubão, João Andrade e Roseane Lopes. O Festival teve como vencedor o aluno Lucas Soares Viana, do 6º ano, com a música “O Racismo”.

A escola se tornaria vazia e ineficiente se se omitisse de resgatar certos valores "adormecidos" na consciência humana. Por esse motivo, torna-se essencial refletir o mundo atual, fortalecer e renovar as "crenças", inserindo no processo educacional valores que possibilitem a formação integral de nossos alunos.

domingo, 25 de outubro de 2009


TAPETE MÁGICO


Edinília Nascimento Cruz

Todo professor sonha poder um dia acordar e encontrar na sua frente um tapete mágico que possa transportá-lo para além do infinito e lá poder ele renovar suas esperanças, criar novas expectativas, e conduzi-lo ao mundo dos sonhos.


Era uma vez, em uma tarde de início outono, lá estava eu, desanimada, entediada da vida. Corrigia as produções textuais dos meus alunos e, repentinamente, fui convidada para ir receber um tapete. A princípio tive receio, não sabia e se soubesse não teria acreditado que se tratava de um tapete diferente. Não era um tapete qualquer, era um tapete mágico.



Os dias se passaram e descobri que esse tapete era mesmo diferente. Era colorido e bordado com as cores da esperança. Veio todo embalado e quando o abri, logo percebi que havia cravado nele o nome GESTAR.


Junto com o tapete também recebi as ferramentas de que precisava carregar junto para que de fato a magia do tapete pudesse funcionar. Eram as TPs e as AAs. Juntei tudo, arrumei a mala e num piscar de olhos já estava em pleno voo. A decolagem foi recheada de medos, incertezas. Embarquei para uma viagem com muitas escalas, encontros, oficinas, diálogos, partidas e chegadas.


Nas primeiras horas de voo percorri toda a TP3, uma chuva de gêneros textuais caiu sobre minha cabeça, emanando discursos, nas várias linguagens. Era o mistério da língua e da linguagem em sua plenitude.




Foi fantástico, fiz um voo magnífico pelo universo dos textos, imaginem vocês. Foi nesse momento que vi minha viagem emplacar. É possível sem ter asas voar? E com a imaginação em outros lugares chegar? O GESTAR nos leva a campos fecundos. E com ele os saberes foram gestando. Logo estava fecundada, engravidei-me de expectativas, havia ultrapassado os limites de meu próprio mundo.





Entre um voo e outro, uma TP e outra, lá estava eu fazendo escala na sala de aula. Podia levar o tapete para as mais diversas direções e a bordo agora estavam meus alunos. Então, escolhi o caminho da leitura, dos diálogos e foram tantos avançando na prática. Amarrei o tapete na cauda de uma estrela. E lá do alto víamos juntos, leitura distante, o mundo pintado de poesia, alguns alunos sedentos de diálogos de aventuras, outros acharam aquilo uma loucura. Mas juntos descobrimos que as aulas podiam ser uma verdadeira doçura.



Vimos leitores nas janelas, nos quintais, nos portais, vimos textos pendurados em castelos, vimos manchetes estampadas nos jornais e nossa vida se enchia das cores e das dores que pintam a vida vivida e sofrida, lida e relida.





Voamos para um mundo do qual podíamos avistar no verde capim a cor da esperança. Sobrevoamos o vento, descobrimos mistérios. Nas telas estreladas do céu líamos a mágica de viver a vida. Penduramos nossos sonhos. Distribuímos panfletos, implorando para que olhassem com mais respeito para a educação. Não queremos viver na omissão, no descaso, na solidão. Até quando teremos que viajar na contramão?

E que campos fecundos são as TP4, TP5, TP6, TP1 e TP2 de saber, de viver, de aprender, de compreender, de reconhecer. Em cada parada o diálogo se estabelece. Alçava-se o céu, o infinito, a liberdade, lá estava o letramento tão essencial, tão fundamental, era necessário refletir, pensar e concluir, buscar os melhores caminhos para formar leitores. É preciso ler as nuvens, ler o vento, ler as ondas, ler na educação a solução e ler no GESTAR a possibilidade de transformação, de troca, partilha e doação. Era preciso planejar, replanejar estratégias de leitura, encontrar. Emaranhar-se nos múltiplos diálogos. Eram muitos assuntos a tratar. Intertextualidade, variedades linguísticas, gramática e estilística. Então era preciso voar, voar, voar. Era preciso buscar a sombra, o silêncio a solidão. Era preciso cheirar, tocar, provar, bailar, pois estava na hora de acordar, procurar, tentar e uma melhora buscar.




E por lá, em companhia dos professores cursistas, atravessamos plagas, sobrevoamos pedras e também espinhos, recebemos olhares, recebemos apoio e também carinho. Descobrimos que não viajávamos sós. Queríamos produzir, olhar, sentir, experimentar, cheirando as cores, tocando os sons, ouvindo os gostos, olhando as sensações, saboreando as palavras, descobrindo o inusitado em meio aos canteiros e não permitimos que os pessimistas impedissem que buscássemos o sabor do vento. Queríamos impedir a sinestesia da vida em desalento.


Vi estrela despencar do céu. Não podia deixar que a descrença na educação tirasse a minha vontade de buscar, inovar, tirar-me o esplendor das manhãs. Não podia me cegar, não podia estacionar, queria aperfeiçoar, pois creio que um dia a alegria no céu irá pairar.





Viajar nesse tapete mágico para mim é reconhecer todo o esforço feito na construção do meu próprio conhecimento. Na busca pelo saber, querer. Tudo é legítimo e digno. Senti-me feliz ao perceber que ainda há um longo caminho, por mais longa que tenha sido a estrada trilhada. Sinto um grande desejo de posseguir. Educar é a arte do coração e é por isso que um bom educador precisa de vocação e valorização para amar a profissão.


A viagem está chegando ao fim, mas a magia irá continuar, porque seu cheiro emana e me deixa inebriada, minha alma está mais leve. Sensação de êxtase, raízes que ficaram no chão dessa imensidão chamada educação. Está na hora de aterrissar, mas esse voo nunca chegará ao final. A cada leitura uma nova viagem, vamos construindo, desconstruindo mundos possíveis. Eu, você, o tapete e uma fome imensa de novos caminhos trilhar e com o olhar no futuro viajar, viajar e viajar.

Relatório do 12º encontro do GESTAR em Itacarambi - TP1 - 0ficina 2





“Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.”
Augusto Cury




Reinventando a Educação


O 12º encontro do GESTAR em Língua Portuguesa, realizado no dia 24/10, ocorreu de forma bastante enriquecedora e proveitosa. Os professores cursistas estavam motivados e participativos. Tudo ocorreu em um clima de troca, partilha e satisfação pois foi um momento propício para certificar que o esforço e a dedicação estão produzindo aprendizagem em nossos alunos.

A oficina teve início com a leitura da mensagem “O Presente”. Cada dia da nossa vida é um presente de Deus para nós. Essa mensagem também nos fez refletir que “Nada na vida acontece em vão”, tudo tem um porquê e um para que. E o Gestar foi um presente muito valioso para nós que estamos em busca de dias melhores na educação.

A primeira parte da oficina buscou indicar as razões do estudo prioritário de textos no ensino/aprendizagem. Abri o nosso estudo do dia com a apresentação e a exposição dialogada das unidades 3 e 4 da TP1. Inicialmente, discutimos e debatemos “O texto como centro das experiências no ensino da língua.” Abrimos nossos diálogos com o questionamento: “Afinal, o que é texto? Após ouvir as definições dos professores cursistas, falamos sobre as transformações ocorridas na concepção de língua e linguagem. É preciso tratar a linguagem como interação. Com a opção pelo conceito de interação, os estudiosos querem sublinhar o que a linguagem é na essência: uma ação entre sujeitos. Todas as nossas interações se processam por meio de textos.

Nem sempre o texto foi entendido como toda unidade de sentido. Somos frutos de uma geração em que essa definição não se enquadrava e o texto estava longe de ser o centro das aulas de Língua Portuguesa. Em função disso, chamei a atenção dos cursistas para a necessidade de renovarmos sempre a nossa prática de ensino, de nos adequarmos às novas necessidades sociais e, consequentemente, às necessidades de nossos alunos. Vivemos em um mundo em construção e nada, absolutamente nada, está pronto e acabado.

Para dar sustentabilidade às nossas discussões, pedi que os professores refletissem sobre os seguintes questionamentos:
- Você explora textos diversificados do livro?- Você acrescenta textos de sua escolha?- Que tipo de texto você rejeita e qual você prefere? Por quê?

Os professores se posicionaram expondo seus questionamentos e juntos chegamos a um ponto comum, de que cabe ao professor fazer uma boa seleção e um bom planejamento, de modo que as aulas se tornem mais agradáveis e produtivas com textos que realmente agucem a vontade do aluno e o trabalho não se torne um massacre para os educandos.

Falamos também sobre o pacto de leitura. É fundamental termos claramente que no universo dos textos existe um universo de intenções e de condições de produção. Essas condições abarcam conhecimento, emoções, expectativas e aptidões. O aluno precisa perceber que o contexto em que produz determinado texto, o interlocutor, a relação entre eles, o momento vivido são imprescindíveis para dar o sentido que se quer ao texto. Este momento foi oportuno para percebermos como é importante contextualizar o texto e em que condições foi produzido de nodo a permitir uma melhor compreensão. Finalizamos essa unidade com a leitura e o debate sobre o Ampliando Nossas Referências – “História de um Conceito”. Foi uma discussão necessária e bastante pertinente.

Passamos para o 2º momento e apresentei os slides e discutimos sobre O diálogo entre textos: a intertextualidade. Nossas discussões se pautaram na necessidade de buscar uma relação mais próxima com a vivência dos alunos para introduzir o conteúdo de forma mais significativa e, para isso, nada melhor que iniciar uma conversa sobre os traços de intertextualidade em nossa vida cotidiana. Analisamos a presença do recurso da intertextualidade nos textos publicitários, nas músicas, tirinhas, filmes. Salientamos que temos um rico material para se trabalhar com isso de forma efetiva e prazerosa.

Passamos então para o relato de experiência e nesse momento os professores manifestaram-se expondo suas vivências em sala de aula. A professora Érica iniciou relatando sobre o trabalho realizado com o Avançando na Prática da página 136, que propõe resgatar os ditados e falas populares dos idosos pelos alunos e estabelecer uma análise. A professora considerou a realização do trabalho válido e positivo, porém deparou com um problema: ao registrar os relatos, os alunos não conseguiram fazer a transposição da oralidade para a escrita, o que a fez perceber e planejar sequencialmente um trabalho nessa perspectiva. A professora Beatriz também trabalhou essa atividade em uma escola da zona rural e relatou que houve uma grande receptividade dos alunos e dos idosos da comunidade por poder interagir com os jovens.

As professoras Conceição, Jovenice e Isabel optaram pelo Avançando na Prática da página 65 que propõe um trabalho de interpretação e reflexão sobre a temática separação. A análise se deu a partir do texto “Por que seus pais estão se separando?” O trabalho foi realizado interdisciplinarmente e disseram ter ficado surpresas ao identificar na sala muitos alunos de pais separados. Foi um momento rico em que os alunos se sensibilizaram e se sentiram motivados a relatar sobre suas próprias vidas, traumas e angústias. A atividade foi finalizada com a produção de um texto argumentativo.

A professora Juliana relatou sobre o Avançando na Prática da página 144, em que propõe a produção de um texto por meio da intertextualidade. Os alunos produziram vários textos. Achei interessante e válida a observação da professora de que os alunos, ao produzir os textos, preocuparam-se com quem seria o leitor do texto e em planejar o assunto já tratado anteriormente. É gratificante perceber que realmente os alunos aprenderam e já estão incorporando e aplicando os conhecimentos adquiridos e isso prova que houve significado para eles. No momento oportuno, foi também compartilhada a satisfação com o resultado do trabalho com o projeto sobre leitura e que os resultados estão bastante visíveis nas ações diárias dos alunos.

As professoras Vanderléia e Cássia continuaram com as atividades do Avançando da página 17, por terem percebido as dificuldades dos alunos em realizar leitura dramatizada. A professora Suely trabalhou com o Avançando da página 102, relacionando-o com o tema transversal cidadania e propondo a produção de outdoor em função de amenizar um problema na comunidade, que é de jogar lixo em locais não adequados. As professoras Elza, Zélia e Maria José relataram ter dedicado a semana para enfatizar o trabalho com o projeto, que também trabalham objetivamente um amplo enfoque com textos. O professor Amerindo relatou as dificuldades que os alunos ainda apresentam com ralação aos gêneros textuais e enfatizou o trabalho com o objetivo de retomar as atividades por meio do projeto que está em andamento sobre valores e gêneros textuais.

Após os relatos, os professores em grupo realizaram a atividade prática, produção de um plano de aula, tendo como base a fábula “A Língua” e em seguida todos fizeram a exposição oral, quando surgiram muitas ideias ricas e criativas e procurei interagir acrescentando algumas sugestões.

Por fim, como estamos quase chegando ao final de nossa caminhada no GESTAR, pedi aos cursistas que iniciassem a preparação de uma avaliação de todo o percurso no GESTAR, de forma que realmente mostrassem, passo a passo, todo o processo, erros, acertos, crescimento, dificuldades encontradas, superação, enfim, um relato que avaliasse o GESTAR em sua totalidade. Propus essa produção por meio da dinâmica do Tapete Mágico. Um texto que dialogasse com a música e com toda a vivência dentro do GESTAR. Propus também um plano de aula e, como sugestão, essa dinâmica de produção textual com os alunos. Para ilustrar o que realmente estava solicitando e para finalizar os trabalhos do dia, apresentei o texto que produzi para expressar toda a minha caminhada (veja o texto postado).

Os professores irão planejar e produzir os textos em casa e no último encontro do curso todos compartilharão as produções e as experiências adquiridas.

Professores planejando atividade
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Professores cursistas em plena atividade
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